Minha primeira vítima, na verdade, foi um homem da era Egípcia, antigamente, as pessoas que morriam sumia do mapa, alma, corpo, esqueleto, tudo. Tinha um homem chamado Hyshnad, ele era um homem comum, mas não tinha o porque viver mais, não tinha esposa, dormia com a mulher dos outros. Bebia de monte, Bebida de fartura, Roubava ás sombras. E ao roubar o rei daquele lugar, não pode escapar.
Tanta cobiça o fez levar o roubo, a um nível tão elevado a ponto de roubar a pessoa mais poderosa em quilômetros, ele queria roubar o rei do Egito. Tentara roubar o ouro do rei, foi até seu palacio, era tão grande, naquele deserto tão ardente, se infiltrara na troca de horário dos guardas, e o rei tinha saído por um momento, talvez explorar outras terras ou se satisfazer com alguma moça.
Ele pegara o que podia, o tanto quanto mais, era impossivel sair com todo aquele ouro imperceptível, e de lá me coloquei em ação.
Uma taça que ele estava levando, eu o fiz derrubar e também o fiz tropeçar nessa taça, ele caiu fazendo barulhos ardentes ao ouvido, e segundos depois, o rei veio do fundo do palácio, correndo, assustado pelos barulhos de metal chocando o assoalho.
Ao ver o ladrão, pegara uma espada, e ao estacar em seu coração, eu agi.
Ceifei sua alma, e o rei pode me ver, ele viu o levar de sua alma e o julgamento, lembrara ao ladrão o que ele tinha feito em sua medíocre vida, e ao ver o espírito do Ladrão ir para o inferno, o Rei caiu de Joelhos, olhos assustados me veneravam e sentia medo de meus poderes.
O rei não conseguia pronunciar uma palavra sequer, era impossivel ver a morte de perto e não se assustar, e daquele dia em diante, eu evitei aparecer para os humanos. E cortando o ar, fui como um vulto, do mesmo jeito que vim.
E o corpo do Ladrão, com sangue espalhado pelo chão do palácio, o rei pendurou ao lado de seu trono e contou ao seu povo, o que tinha visto.
Povo tolo, tão tolo que acreditava em uma coisa que hoje, chamamos de religião. Ou melhor dizendo, eles criaram um mitologia.
A mitologia egípcia fez nascer Neteru, ou seja, deuses, e dentre seus deuses, havia Hórus, Anúbis, Rá, Amon, Osíris, Isis...
E após o rei ver um ser divino, ele se tornou um Deus Em Forma Humana, Tão tolos.
Linguas revenrenciam e temem o deus Anúbis, com cabeça de chacal. e Adoram e rezam por Osiris, na intenção de salvá-los.
O rei estava prestes a morrer, estava de cama, velho, um senhor. Ele deu um belo discurso, dizendo que deus ia levá-lo, mas estava calado por dentro, sabendo que ia morrer por um ser que não é um Deus.
Parei o tempo, cheguei até ele, e com minha foice mostrei sua vida inteira.
Ele era um rei que corrompia seu povo, era cruel, e quem fosse contra ele era morto, ele matou mulheres, mas isto é uma história complexa.
Ele sabe que tem o poder que quiser, ele manda no povo, e então ele pode ter a mulher de qualquer um, mesmo solteira ou compromissada, e as mulheres que engravidava dele, ele mandava matar.
pagavam impostos ou morriam, o rei matava a quem devia a ele, tinha muitas pessoas nas mãos dele. Principalmente escravos, ele escravizou pessoas para contruir seu palácio, elas morriam de exaustão, e quando acabou a contrução, os escravos que sobraram, ou morriam, ou servia á ele até morrer, alguns como guarda.
Ao ver aquilo, seus olhos tremiam de medo, e então ele reparou, ele morrerá e o povo irá acreditar em seres divinos que não existem, nunca existou e não existirá. Ele criou uma mentira que irá durar anos, séculos de fé no " Nada ".
Só faltava o rei implorar para não partir ao ver o inferno, era um lugar de torturas para aqueles que mereciam, e o rei ia para lá. Quase que ele perdeu sua superioridade e chorou, implorou para não ir. Mas de labios fechados, partiu.
Não acreditava que aquela história acabaria ali, ele matou todos os seus filhos, com excessão de um.
Após 4 meses depois da morte do rei, uma amante do Rei, estava grávida e renasceu a esperança e a maldição de todos os filhos de Caim, pecadores deste mundo tão cruel. Filhos da vergonha, senhores do pecado e mestres do ciúme espiritual. Nada me dava mais desgosto.
O novo rei apareceu, e aos seus 27 anos criou um novo tipo de palácio, uma forma geométrica que, hoje em dia, é comum. A pirâmide. Os escravos que antes construiam palácios, hoje carregam tijolos 20 vezes maiores que seu corpo frágil, em um grupo.
Existia um grupo de quarenta escravos carregando um enorme tijolo, não me segurei da agonia e curiosidade, vi suas vidas. Era melhor a morte do que sofrer aquilo que eles sofriam todo dia, de Chibatadas até a própria morte. Então fiz dois do grupo da frente tropeçar na areia, eles caíram, o tijolo esmagou suas cabeças primeiramente, esmagando todo o primeiro grupo, o segundo, do meio tentou segurar enquanto o terceiro grupo tentava correr, pobre deles, ao soltar a terceira, esmagou o segundo grupo por inteiro e o terceiro, os poucos que conseguram escapar, perdiam uma perna ou duas e não conseguiam posseguir no sol e areia ardente.
Morria solitário no meio da areia. Mandei-os ao purgatório.
Era uma pirâmide alta, bem elaborada, mesmo sendo que a primeira não dera muito certo, não há vestígios, pois as areias do tempo a cobriu ou desmanchou.
E dentre tantos escravos, matava-os de várias maneiras e cada uma mais interessante, chegava até ser divertido, jogar o homem do topo da pirâmide, matá-los esmagado o mutilado ou por simplesmente exaustão.
E Quando mais eu mato pecadores, mais aparecem Ladrões!
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As memórias deste ser impressionante, tão experiente me faz mudar de ideia do mundo que eu conheço, aquilo que eu sei sobre a vida, a minha e a dos outros. Era tão exótico os pensamentos de um ser divino como a Morte, tenho todas suas lembranças, principalmente de seu nome de origem.
Azrael.
E de suas belas lembranças, eu irei contar a vocês, que agora, simples mortais me ouvirá; Contarei de seu surgimento até sua morte que houve pouco tempo atrás, e que contarei também, meu dia-a-dia neste mundo de vidas pecadoras e cruéis que ceifarei uma por uma, o que elas viveram e porque morreram.
Deus, criou a Terra, e a vida, a vida era tão bela, era a melhor criação de Deus, era simples e tinha movimentos próprios. Nada poderia ser mais genial. E Deus queria saber se seus filhos feitos do barro, Adão e Eva, eram fiéis ao seu Mestre, ao seu Senhor e Criador.
Criara o "Fruto Proibido", aquele fruto contém o pecado, e a única coisa que segurava tal ser vivo no mundo pela eternidade, era a pureza, quem era puro, era eterno.
Deus, Tão cheio de Si, Criara seres celestiais, os chamados Arcanjos, sim, ele também criara Querubins e Anjos, mas não nos leva a nada comentá-los. Os arcanjos foram criados para interferir na Terra caso algo desse errado. E dentre estes Arcanjos, ele me criou, eu era o lado negro do Espírito da Vida, eu era o guerreiro que podia retirar vida destes pobres Filhos do Barro.
Nasci Junto de Uriel e Sofiel, Cruéis como eu deveria ser. Mas me salvara desse lado negro, por longo tempo, o pensamento filosófico que aprendi no decorrer dos fatos divinos.
Helel, um Arcanjo belo, com pele brilhante como o ouro, olhos cinzentos como a prata, um coração de bronze e um peito de aço, determinado e sábio. Aparentava ser o mais sábio do grupo de irmãos, nós éramos Nove ; Sofiel, Azrael, Helel, Gabriel, Rafael, Miguel, Uriel, Ezequiel e Samuel.
Todos Irmãos, fomos feitos para amar os humanos, mas ao contrário dos outros, Helel amada Deus e odiava os humanos, ele sabia que não seria boa ideia "Os Celestiais Terem Fé Nos Meros Humanos". E Ele estava Certo.
Dias depois, um ser incoveniente adocicou o paladar de Eva que a atentou a morder do Fruto Proibido, e estava feito, após comer do fruto, ela oferecera a Adão, ele devorou um fruto inteiro, mas Deus em pouco tempo soube, foi rápido, em uma mordida de Adão ao fruto, Deus exclamou seu nome e então ele engasgou e o fruto se tornara seu " Pomo ".
Eu fui treinado para este dia, Adão e Eva foram expulso do Éden e quem os impedia de voltar era eu. Eu tinha uma espada de fogo, que, em pouco ameaçados, não tentaram nem a voltar.
A Senhora que tiveram Caim, me tentara, e acabei caindo em seus braços, Adão, mesmo depois de morto não sabia, mas Eva, tão determinada, trocara prazer por alimentos, ao voltar com comida ela também voltara com um fruto. Um Filho.
Aquele garoto ela o chamou de Abel, era belo, mas após saber do assassinato de Abel e de Caim fugir de sua família após o homicídio, tive de voltar ao Paraíso. Estava um alvoroço e Reuniões aconteciam secretamente.
Helel era o líder, e ele queria uma revolução, os seres humanos não deveriam viver, ou pelo menos, deveriam ser purgados para todo o sempre. Os olhos de Helel, Cinzentos se escurecia com o tempo, e com o tempo veio a guerra etérea.
Eu aceitava o que Helel dizia e mais, concordava com ele. Ele conseguiu reunir um terço dos anjos em geral, contra outros dois terços, mais Deus. A Guerra foi travada, e eu estava ao lado de Helel, era impossível vencer, mas tínhamos confiança e determinação.
A Guerra foi intensa, Não tinha muito a Fazer, Somente Matar estacando a espada nos corações dos anjos. Mas perdemos a guerra, Miguel expulsou Helel do Paraíso, e Helel se chama hoje, Lúcifer.
Eu sobrei no meio de anjos e arcanjos expulsos, e então, Deus me Castigou, Me Dividiu, eu vi meu esqueleto sair de meu corpo, e após isto, eu vi minha alma sair de meu esqueleto, e então, depois da dor, ele me juntou e me expulsou para o inferno.
Lá eu vi a verdade dos humanos, o tanto que Lúcifer tinha falado, tantas almas no inferno, nenhuma pura, e que agora eu ceifava suas almas e as julgava, foi a proposta de Lúcifer a mim.
Ele foi muito generoso, ele quem me deu a Foice das Almas. Era tão bela, madeira pura, não sabia diferenciá-la de que tipo é, mas era bonita, a lâmina era tão fina que ao virar em minha direção ficava invisível. Era tão bela. E Tão perigosa.
E Deste Dia em diante, julguei as almas boas e as almas ruins, julgava quem ia para o céu, inferno ou purgatório.
Agora, eu era um ser obscuro, expulso do céu como meu novo mestre. Ando com um sobretudo e sei da vida de cada ser humano, do nascimento até sua morte, de suas bênçãos até suas maldições.
Saio em dias e noites, frias ou quentes, madrugadas gélidas no deserto, e me admiro a cada vida que se vai. Trabalho em montanhas e precipícios, ruas urbanas e estradas de terra.
Vi muitas vidas passarem por estas lâminas antes mesmo de ceifá-las.
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Ao Sair De Um Bar, Simples noite, Fria como a pele de uma moça falecida, ouço ainda o barulho que sai do bar, cantigas de bêbados e, como era de se esperar, provocações e brigas.
O vento era uivante, assoprava quase levando meu chapéu, tive de segurá-lo para o senhor dos ventos não o levar, após colocar a mão em meu chapéu tive de me segurar também, percebi que estava alcoolizado.
Estava tão bêbado a ponto de ver uma moeda no chão, tentar pegá-la e cair com minha face em cima daquele metal que não valia nem um copo de uísque.
Estava cada vez mais frio, tão frio que o sangue quente que meu corpo adquiriu depois de uísques e vodkas não suportava.
Olhei para trás na intenção de ver aquele bar pela ultima vez, e na certa, estava.
a calçada de terra meio umida pelo sereno da noite dava de frente a uma rodovia, nada mais perigoso do que um bebum descontrolado desse de cara com um carro.
Olhei para cima, acabei vendo uma estrela cadente, ou era mera ilusão?
Não me importava no momento, a minha tristeza da perda de minha esposa me fez conhecer outra felicidade. A Bebida.
Agora estava bêbado enquanto ela estava na cama de outro rapaz, agonizando em ternura e prazer.
Fechei os olhos e desejei, desejei como qualquer um paz, paz e longa vida, se pudesse, vida eterna, sem a morte para me tirar esse prazer, prazer de ficar feliz somente com álcool.
Se pudesse escolher, escolheria mais um fígado pelo meu coração, pois amaria menos e beberia mais.
Tudo estava perfeito até aquele momento, olhava pro alto, fechei os olhos, senti o vento bater em mim, mas ao bater me desequilibrei.
Fui jogado para frente, uma luz forte veio em minha direção, estava se aproximando rapidamente, olhei ao chão e tive a visão de umas faixas amarelas, e estava afirmado, estava na auto estrada.
A Luz era tão intensa que deveria ser de um caminhão ou coisa do tipo, segundos depois ele estava tão perto, e as trombetas da morte assopraram, eram ensurdecedor, mas por um instante aquela luz parou em minha frente, estava tão próximo. Ele teria Freiado?
Olho para os lados, não vejo mais nada além do bar silencioso, e isto era o mais estranho.
Silêncio.
Ao meu lado enxergo uma gota de água planar no ar. Era impressionante, mas acreditei que era uma fase da bebida, e por fim, chegara um senhor de capa com um tipo de Cajado, um cajado alto, maior que seu corpo.
Estava escuro e Não consegui ver sua face, não dava para ver nada além de sua capa, mas ao chegar á luz do caminhão ele estava bem visível.
Era um jovem aparentava 30 anos, sobretudo e um cajado, realmente, maior que ele. Mas ainda não dava para ver sua face.
Ele Disse : " Mero Mortal, Chegou Seu Momento de Libertação Da Alma, irei levá-lo ao purgatório, Causa? Somente cometeu o pecado natural, o resto de sua medíocre vida, foi vítima da sociedade. agora venha, o submundo te espera! "
Agora hei-me de entender, o tempo realmente parou, e ele veio me buscar, esse senhor do destino, A Morte.
Não adiantaria fugir, ou pensar em fugir, ele me atropelaria com aquele monstro de metal, que realmente ia me atingir. Ele fora piedoso.
"Não" Disse Eu. " Para me levar, vai ter que me julgar, e para isso, iremos batalhar"
Ele deu um sorriso que mostrou dentes brancos de um sorriso maligno, convencido, aceitou a proposta.
Minha lucidez voltou ao normal, não estava mais bêbado. A luz ficara mais intensa, era de cegar qualquer um por um momento, e como veio a luz, fechei os olhos, ao abrir, quatro pilastras em chamas iluminavam, o campo abaixo de meus pés eram negros como a escuridão, existia uma mesa entre eu e a morte, e existia uma caixa acima da mesa.
Esta caixa era larga, exista de pistolas até granadas, de facas até espadas, de foices até arcos. E a Morte pediu para eu escolher a Arma. Tinha tantos, não sabia o que escolher. Mas peguei o que eu mais sabia manejar, a Espada.
Eu era guerreiro de Deus, melhor dizendo, eu era um templário, eu batalhei entre várias cruzadas, até que, em minha ultima expedição, matei hereges que não devia, como Dante, e fui mandado para fora do campo de batalha por pouco tempo. Desde aquele dia, eu nunca mais voltei a batalha.
A morte bateu seu cajado e mostrou a verdadeira arma, sua foice, tão famosa e tão clássica.
Como é de costume, comecei a batalhar com a mão esquerda, mesmo não sendo canhoto, e minha previsão estava certa, ao começar a batalha ele cortou minha mão esquerda deixando minha espada cair no chão.
Ele dá um sorriso de lado, e eu rapidamente pego de volta a arma, e volto a batalhar, sua foice passou pelo meu peito, abrira meu tórax e mostrara meu pulmão negro causado pelos cigarros que fumei em minha vida, seu segundo ataque foi perto do ultimo, e mostrara meu fígado, era visível, causado pela bebida, estava quase morto.
Ao seu terceiro ataque, passei a espada em seu pulso, caíra a foice junto com sua mão, era uma mão de ossos, A morte era um esqueleto, pegara a foice e sem arma, estaquei a foice no peito da Morte.
Ele gritara, e a luz brilhava, forte, tão intensa, mas era prazerosa.
Após aquilo, uma voz clama e agradece pelo que eu tinha feito, mas o mundo não poderia viver sem a morte, então eu consegui seu cargo.
Deus Escolheu Seu novo Filho, Seu filho guerreiro. E agora eu sou o novo Ceifador de Almas.
Prazer, A Nova Morte.
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Olá Caros Mortais.
Devo me apresentar generosamente, como todos deveriam, pecadores. Meu nome é Azrael, Arcanjo Filho de Deus, que há de ter muitos nomes.
Meros Filhos do Barro, Me conhecem como A Morte, Ceifador de Almas, Destino e Justiceiro.
Ao acabar Tal dia de suas meras vidas eu estarei ai, te buscando, mas tenho muita coisa a contar, vivi o suficiente para julgar quem merece viver ou morrer, e este é meu trabalho.
Vi a Criação da Terra, e com ela obtive um trabalho de antes até hoje, vi coisas que até Lúcifer se assustaria, vivi as guerras mundiais e vi Deuses sendo derrubados pelos seus próprios filhos, a morte não é mais do que uma salvação da tortura desta maldita coisa que vocês, Humanos, chamam de Vida.
Eu estou vivo para libertá-los, mas lembre-se, nunca irei morrer, até um dia que um tal ser divino me salve da tortura que é, presenciar, ver e participar de chacinas e guerras.
Eu vi os homens se Ajoelharem e chorarem pedindo perdão a um Deus que não existia mais, que foi morto pelos seus próprios filhos.
Eu não Sou a Primeira Morte, Mas possuo a carne divina de um arcanjo filho de um Deus Mediocre e Ditador de um mundo impuro como o Pai, que viveu mais do que se pode imaginar e que agora tenho suas memórias.
Estarei contando a história, de desde o começo ao fim de minha vida.
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Introdução
Minha primeira vítima, na verdade, foi um homem da era Egípcia, antigamente, as pessoas que morriam sumia do mapa, alma, corpo, esqueleto, tudo. Tinha um homem chamado Hyshnad, ele era um homem comum, mas não tinha o porque viver mais, não tinha esposa, dormia com a mulher dos outros. Bebia de monte, Bebida de fartura, Roubava ás sombras. E ao roubar o rei daquele lugar, não pode escapar.
Tanta cobiça o fez levar o roubo, a um nível tão elevado a ponto de roubar a pessoa mais poderosa em quilômetros, ele queria roubar o rei do Egito. Tentara roubar o ouro do rei, foi até seu palacio, era tão grande, naquele deserto tão ardente, se infiltrara na troca de horário dos guardas, e o rei tinha saído por um momento, talvez explorar outras terras ou se satisfazer com alguma moça.
Ele pegara o que podia, o tanto quanto mais, era impossivel sair com todo aquele ouro imperceptível, e de lá me coloquei em ação.
Uma taça que ele estava levando, eu o fiz derrubar e também o fiz tropeçar nessa taça, ele caiu fazendo barulhos ardentes ao ouvido, e segundos depois, o rei veio do fundo do palácio, correndo, assustado pelos barulhos de metal chocando o assoalho.
Ao ver o ladrão, pegara uma espada, e ao estacar em seu coração, eu agi.
Ceifei sua alma, e o rei pode me ver, ele viu o levar de sua alma e o julgamento, lembrara ao ladrão o que ele tinha feito em sua medíocre vida, e ao ver o espírito do Ladrão ir para o inferno, o Rei caiu de Joelhos, olhos assustados me veneravam e sentia medo de meus poderes.
O rei não conseguia pronunciar uma palavra sequer, era impossivel ver a morte de perto e não se assustar, e daquele dia em diante, eu evitei aparecer para os humanos. E cortando o ar, fui como um vulto, do mesmo jeito que vim.
E o corpo do Ladrão, com sangue espalhado pelo chão do palácio, o rei pendurou ao lado de seu trono e contou ao seu povo, o que tinha visto.
Povo tolo, tão tolo que acreditava em uma coisa que hoje, chamamos de religião. Ou melhor dizendo, eles criaram um mitologia.
A mitologia egípcia fez nascer Neteru, ou seja, deuses, e dentre seus deuses, havia Hórus, Anúbis, Rá, Amon, Osíris, Isis...
E após o rei ver um ser divino, ele se tornou um Deus Em Forma Humana, Tão tolos.
Linguas revenrenciam e temem o deus Anúbis, com cabeça de chacal. e Adoram e rezam por Osiris, na intenção de salvá-los.
O rei estava prestes a morrer, estava de cama, velho, um senhor. Ele deu um belo discurso, dizendo que deus ia levá-lo, mas estava calado por dentro, sabendo que ia morrer por um ser que não é um Deus.
Parei o tempo, cheguei até ele, e com minha foice mostrei sua vida inteira.
Ele era um rei que corrompia seu povo, era cruel, e quem fosse contra ele era morto, ele matou mulheres, mas isto é uma história complexa.
Ele sabe que tem o poder que quiser, ele manda no povo, e então ele pode ter a mulher de qualquer um, mesmo solteira ou compromissada, e as mulheres que engravidava dele, ele mandava matar.
pagavam impostos ou morriam, o rei matava a quem devia a ele, tinha muitas pessoas nas mãos dele. Principalmente escravos, ele escravizou pessoas para contruir seu palácio, elas morriam de exaustão, e quando acabou a contrução, os escravos que sobraram, ou morriam, ou servia á ele até morrer, alguns como guarda.
Ao ver aquilo, seus olhos tremiam de medo, e então ele reparou, ele morrerá e o povo irá acreditar em seres divinos que não existem, nunca existou e não existirá. Ele criou uma mentira que irá durar anos, séculos de fé no " Nada ".
Só faltava o rei implorar para não partir ao ver o inferno, era um lugar de torturas para aqueles que mereciam, e o rei ia para lá. Quase que ele perdeu sua superioridade e chorou, implorou para não ir. Mas de labios fechados, partiu.
Não acreditava que aquela história acabaria ali, ele matou todos os seus filhos, com excessão de um.
Após 4 meses depois da morte do rei, uma amante do Rei, estava grávida e renasceu a esperança e a maldição de todos os filhos de Caim, pecadores deste mundo tão cruel. Filhos da vergonha, senhores do pecado e mestres do ciúme espiritual. Nada me dava mais desgosto.
O novo rei apareceu, e aos seus 27 anos criou um novo tipo de palácio, uma forma geométrica que, hoje em dia, é comum. A pirâmide. Os escravos que antes construiam palácios, hoje carregam tijolos 20 vezes maiores que seu corpo frágil, em um grupo.
Existia um grupo de quarenta escravos carregando um enorme tijolo, não me segurei da agonia e curiosidade, vi suas vidas. Era melhor a morte do que sofrer aquilo que eles sofriam todo dia, de Chibatadas até a própria morte. Então fiz dois do grupo da frente tropeçar na areia, eles caíram, o tijolo esmagou suas cabeças primeiramente, esmagando todo o primeiro grupo, o segundo, do meio tentou segurar enquanto o terceiro grupo tentava correr, pobre deles, ao soltar a terceira, esmagou o segundo grupo por inteiro e o terceiro, os poucos que conseguram escapar, perdiam uma perna ou duas e não conseguiam posseguir no sol e areia ardente.
Morria solitário no meio da areia. Mandei-os ao purgatório.
Era uma pirâmide alta, bem elaborada, mesmo sendo que a primeira não dera muito certo, não há vestígios, pois as areias do tempo a cobriu ou desmanchou.
E dentre tantos escravos, matava-os de várias maneiras e cada uma mais interessante, chegava até ser divertido, jogar o homem do topo da pirâmide, matá-los esmagado o mutilado ou por simplesmente exaustão.
E Quando mais eu mato pecadores, mais aparecem Ladrões!
As memórias deste ser impressionante, tão experiente me faz mudar de ideia do mundo que eu conheço, aquilo que eu sei sobre a vida, a minha e a dos outros. Era tão exótico os pensamentos de um ser divino como a Morte, tenho todas suas lembranças, principalmente de seu nome de origem.
Azrael.
E de suas belas lembranças, eu irei contar a vocês, que agora, simples mortais me ouvirá; Contarei de seu surgimento até sua morte que houve pouco tempo atrás, e que contarei também, meu dia-a-dia neste mundo de vidas pecadoras e cruéis que ceifarei uma por uma, o que elas viveram e porque morreram.
Deus, criou a Terra, e a vida, a vida era tão bela, era a melhor criação de Deus, era simples e tinha movimentos próprios. Nada poderia ser mais genial. E Deus queria saber se seus filhos feitos do barro, Adão e Eva, eram fiéis ao seu Mestre, ao seu Senhor e Criador.
Criara o "Fruto Proibido", aquele fruto contém o pecado, e a única coisa que segurava tal ser vivo no mundo pela eternidade, era a pureza, quem era puro, era eterno.
Deus, Tão cheio de Si, Criara seres celestiais, os chamados Arcanjos, sim, ele também criara Querubins e Anjos, mas não nos leva a nada comentá-los. Os arcanjos foram criados para interferir na Terra caso algo desse errado. E dentre estes Arcanjos, ele me criou, eu era o lado negro do Espírito da Vida, eu era o guerreiro que podia retirar vida destes pobres Filhos do Barro.
Nasci Junto de Uriel e Sofiel, Cruéis como eu deveria ser. Mas me salvara desse lado negro, por longo tempo, o pensamento filosófico que aprendi no decorrer dos fatos divinos.
Helel, um Arcanjo belo, com pele brilhante como o ouro, olhos cinzentos como a prata, um coração de bronze e um peito de aço, determinado e sábio. Aparentava ser o mais sábio do grupo de irmãos, nós éramos Nove ; Sofiel, Azrael, Helel, Gabriel, Rafael, Miguel, Uriel, Ezequiel e Samuel.
Todos Irmãos, fomos feitos para amar os humanos, mas ao contrário dos outros, Helel amada Deus e odiava os humanos, ele sabia que não seria boa ideia "Os Celestiais Terem Fé Nos Meros Humanos". E Ele estava Certo.
Dias depois, um ser incoveniente adocicou o paladar de Eva que a atentou a morder do Fruto Proibido, e estava feito, após comer do fruto, ela oferecera a Adão, ele devorou um fruto inteiro, mas Deus em pouco tempo soube, foi rápido, em uma mordida de Adão ao fruto, Deus exclamou seu nome e então ele engasgou e o fruto se tornara seu " Pomo ".
Eu fui treinado para este dia, Adão e Eva foram expulso do Éden e quem os impedia de voltar era eu. Eu tinha uma espada de fogo, que, em pouco ameaçados, não tentaram nem a voltar.
A Senhora que tiveram Caim, me tentara, e acabei caindo em seus braços, Adão, mesmo depois de morto não sabia, mas Eva, tão determinada, trocara prazer por alimentos, ao voltar com comida ela também voltara com um fruto. Um Filho.
Aquele garoto ela o chamou de Abel, era belo, mas após saber do assassinato de Abel e de Caim fugir de sua família após o homicídio, tive de voltar ao Paraíso. Estava um alvoroço e Reuniões aconteciam secretamente.
Helel era o líder, e ele queria uma revolução, os seres humanos não deveriam viver, ou pelo menos, deveriam ser purgados para todo o sempre. Os olhos de Helel, Cinzentos se escurecia com o tempo, e com o tempo veio a guerra etérea.
Eu aceitava o que Helel dizia e mais, concordava com ele. Ele conseguiu reunir um terço dos anjos em geral, contra outros dois terços, mais Deus. A Guerra foi travada, e eu estava ao lado de Helel, era impossível vencer, mas tínhamos confiança e determinação.
A Guerra foi intensa, Não tinha muito a Fazer, Somente Matar estacando a espada nos corações dos anjos. Mas perdemos a guerra, Miguel expulsou Helel do Paraíso, e Helel se chama hoje, Lúcifer.
Eu sobrei no meio de anjos e arcanjos expulsos, e então, Deus me Castigou, Me Dividiu, eu vi meu esqueleto sair de meu corpo, e após isto, eu vi minha alma sair de meu esqueleto, e então, depois da dor, ele me juntou e me expulsou para o inferno.
Lá eu vi a verdade dos humanos, o tanto que Lúcifer tinha falado, tantas almas no inferno, nenhuma pura, e que agora eu ceifava suas almas e as julgava, foi a proposta de Lúcifer a mim.
Ele foi muito generoso, ele quem me deu a Foice das Almas. Era tão bela, madeira pura, não sabia diferenciá-la de que tipo é, mas era bonita, a lâmina era tão fina que ao virar em minha direção ficava invisível. Era tão bela. E Tão perigosa.
E Deste Dia em diante, julguei as almas boas e as almas ruins, julgava quem ia para o céu, inferno ou purgatório.
Agora, eu era um ser obscuro, expulso do céu como meu novo mestre. Ando com um sobretudo e sei da vida de cada ser humano, do nascimento até sua morte, de suas bênçãos até suas maldições.
Saio em dias e noites, frias ou quentes, madrugadas gélidas no deserto, e me admiro a cada vida que se vai. Trabalho em montanhas e precipícios, ruas urbanas e estradas de terra.
Vi muitas vidas passarem por estas lâminas antes mesmo de ceifá-las.
Ao Sair De Um Bar, Simples noite, Fria como a pele de uma moça falecida, ouço ainda o barulho que sai do bar, cantigas de bêbados e, como era de se esperar, provocações e brigas.
O vento era uivante, assoprava quase levando meu chapéu, tive de segurá-lo para o senhor dos ventos não o levar, após colocar a mão em meu chapéu tive de me segurar também, percebi que estava alcoolizado.
Estava tão bêbado a ponto de ver uma moeda no chão, tentar pegá-la e cair com minha face em cima daquele metal que não valia nem um copo de uísque.
Estava cada vez mais frio, tão frio que o sangue quente que meu corpo adquiriu depois de uísques e vodkas não suportava.
Olhei para trás na intenção de ver aquele bar pela ultima vez, e na certa, estava.
a calçada de terra meio umida pelo sereno da noite dava de frente a uma rodovia, nada mais perigoso do que um bebum descontrolado desse de cara com um carro.
Olhei para cima, acabei vendo uma estrela cadente, ou era mera ilusão?
Não me importava no momento, a minha tristeza da perda de minha esposa me fez conhecer outra felicidade. A Bebida.
Agora estava bêbado enquanto ela estava na cama de outro rapaz, agonizando em ternura e prazer.
Fechei os olhos e desejei, desejei como qualquer um paz, paz e longa vida, se pudesse, vida eterna, sem a morte para me tirar esse prazer, prazer de ficar feliz somente com álcool.
Se pudesse escolher, escolheria mais um fígado pelo meu coração, pois amaria menos e beberia mais.
Tudo estava perfeito até aquele momento, olhava pro alto, fechei os olhos, senti o vento bater em mim, mas ao bater me desequilibrei.
Fui jogado para frente, uma luz forte veio em minha direção, estava se aproximando rapidamente, olhei ao chão e tive a visão de umas faixas amarelas, e estava afirmado, estava na auto estrada.
A Luz era tão intensa que deveria ser de um caminhão ou coisa do tipo, segundos depois ele estava tão perto, e as trombetas da morte assopraram, eram ensurdecedor, mas por um instante aquela luz parou em minha frente, estava tão próximo. Ele teria Freiado?
Olho para os lados, não vejo mais nada além do bar silencioso, e isto era o mais estranho.
Silêncio.
Ao meu lado enxergo uma gota de água planar no ar. Era impressionante, mas acreditei que era uma fase da bebida, e por fim, chegara um senhor de capa com um tipo de Cajado, um cajado alto, maior que seu corpo.
Estava escuro e Não consegui ver sua face, não dava para ver nada além de sua capa, mas ao chegar á luz do caminhão ele estava bem visível.
Era um jovem aparentava 30 anos, sobretudo e um cajado, realmente, maior que ele. Mas ainda não dava para ver sua face.
Ele Disse : " Mero Mortal, Chegou Seu Momento de Libertação Da Alma, irei levá-lo ao purgatório, Causa? Somente cometeu o pecado natural, o resto de sua medíocre vida, foi vítima da sociedade. agora venha, o submundo te espera! "
Agora hei-me de entender, o tempo realmente parou, e ele veio me buscar, esse senhor do destino, A Morte.
Não adiantaria fugir, ou pensar em fugir, ele me atropelaria com aquele monstro de metal, que realmente ia me atingir. Ele fora piedoso.
"Não" Disse Eu. " Para me levar, vai ter que me julgar, e para isso, iremos batalhar"
Ele deu um sorriso que mostrou dentes brancos de um sorriso maligno, convencido, aceitou a proposta.
Minha lucidez voltou ao normal, não estava mais bêbado. A luz ficara mais intensa, era de cegar qualquer um por um momento, e como veio a luz, fechei os olhos, ao abrir, quatro pilastras em chamas iluminavam, o campo abaixo de meus pés eram negros como a escuridão, existia uma mesa entre eu e a morte, e existia uma caixa acima da mesa.
Esta caixa era larga, exista de pistolas até granadas, de facas até espadas, de foices até arcos. E a Morte pediu para eu escolher a Arma. Tinha tantos, não sabia o que escolher. Mas peguei o que eu mais sabia manejar, a Espada.
Eu era guerreiro de Deus, melhor dizendo, eu era um templário, eu batalhei entre várias cruzadas, até que, em minha ultima expedição, matei hereges que não devia, como Dante, e fui mandado para fora do campo de batalha por pouco tempo. Desde aquele dia, eu nunca mais voltei a batalha.
A morte bateu seu cajado e mostrou a verdadeira arma, sua foice, tão famosa e tão clássica.
Como é de costume, comecei a batalhar com a mão esquerda, mesmo não sendo canhoto, e minha previsão estava certa, ao começar a batalha ele cortou minha mão esquerda deixando minha espada cair no chão.
Ele dá um sorriso de lado, e eu rapidamente pego de volta a arma, e volto a batalhar, sua foice passou pelo meu peito, abrira meu tórax e mostrara meu pulmão negro causado pelos cigarros que fumei em minha vida, seu segundo ataque foi perto do ultimo, e mostrara meu fígado, era visível, causado pela bebida, estava quase morto.
Ao seu terceiro ataque, passei a espada em seu pulso, caíra a foice junto com sua mão, era uma mão de ossos, A morte era um esqueleto, pegara a foice e sem arma, estaquei a foice no peito da Morte.
Ele gritara, e a luz brilhava, forte, tão intensa, mas era prazerosa.
Após aquilo, uma voz clama e agradece pelo que eu tinha feito, mas o mundo não poderia viver sem a morte, então eu consegui seu cargo.
Deus Escolheu Seu novo Filho, Seu filho guerreiro. E agora eu sou o novo Ceifador de Almas.
Prazer, A Nova Morte.
Olá Caros Mortais.
Devo me apresentar generosamente, como todos deveriam, pecadores. Meu nome é Azrael, Arcanjo Filho de Deus, que há de ter muitos nomes.
Meros Filhos do Barro, Me conhecem como A Morte, Ceifador de Almas, Destino e Justiceiro.
Ao acabar Tal dia de suas meras vidas eu estarei ai, te buscando, mas tenho muita coisa a contar, vivi o suficiente para julgar quem merece viver ou morrer, e este é meu trabalho.
Vi a Criação da Terra, e com ela obtive um trabalho de antes até hoje, vi coisas que até Lúcifer se assustaria, vivi as guerras mundiais e vi Deuses sendo derrubados pelos seus próprios filhos, a morte não é mais do que uma salvação da tortura desta maldita coisa que vocês, Humanos, chamam de Vida.
Eu estou vivo para libertá-los, mas lembre-se, nunca irei morrer, até um dia que um tal ser divino me salve da tortura que é, presenciar, ver e participar de chacinas e guerras.
Eu vi os homens se Ajoelharem e chorarem pedindo perdão a um Deus que não existia mais, que foi morto pelos seus próprios filhos.
Eu não Sou a Primeira Morte, Mas possuo a carne divina de um arcanjo filho de um Deus Mediocre e Ditador de um mundo impuro como o Pai, que viveu mais do que se pode imaginar e que agora tenho suas memórias.
Estarei contando a história, de desde o começo ao fim de minha vida.
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